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É preciso desconstruir os modelos

Atualizado: 19 de Set de 2018

A era digital trouxe muitos benefícios para a vida moderna, inclusive para o âmbito jurídico. Mas o copia e cola sem qualquer senso crítico e expertise profissional pode trazer muitos prejuízos.

A internet guarda uma infinidade de modelos de petições, contratos, termos, documentos, formulários e relatórios com teor jurídico para a utilização por todos; start ups focadas no setor jurídico têm investido muito dinheiro para “padronizar” o conteúdo jurídico, afim de permitir que a inteligência artificial possa replica-lo; o acesso às fontes, decisões judiciais e outras informações nunca foi tão transparente. Os exemplos são extensos nesta área.


Porém, a era digital também trouxe o copia e cola.


Com base em “modelos”, muita gente tem se autointitulado como operador do direito, construindo contratos, redigindo notificações, analisando situações, replicando ações em juizados especiais, sem recorrer a um advogado, como se os modelos encontrados se adequassem exatamente ao seu caso concreto e acreditando fielmente que não há nada além do que está contido naqueles modelos jurídicos que possa impactar nos seus negócios.


Sem dúvida, o barato sairá caro. Não é possível adotar modelos como verdades universais, cuja aplicabilidade seria única para todas as situações que pessoas diversas enfrentam em suas vidas.


É preciso criticar construtivamente cada um dos modelos. É preciso analisar o copia e cola. É preciso ir além daquilo que aparentemente é simples. Sem a ajuda de alguém que tenha fundamentos teóricos e prática com certo assunto, um modelo nada mais é do que um caminho trilhado por uma outra pessoa, cujo desfecho é desconhecido. Em alguns casos, aquele modelo para um caso concreto específico pode levar a grandes prejuízos.

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